sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Aprisionada em sí

Lendo algumas reportagens da Revista Época, deparei-me com a de uma jovem inglesa de 21 anos, chamada Mia Austins, que após sofrer um A.V.C nunca mais conseguiu mexer nenhuma parte do seu corpo a não ser os olhos. E quase que essa linda moça inglesa da foto acima não teve seus aparelhos médicos desligados, é que nem os médicos acreditavam em sua sobrevivência, mas por sorte, ou até não, ela abriu os olhos na hora em que os médicos pretendiam desligar os aparelhos hospitalares. Na reportagem diz que Mia comunica-se mexendo os olhos para cima e para baixo, sendo para cima o SIM e para baixo o NÃO.

Depois que li esta reportagem fiquei imaginando o que deve ser ficar aprisionada dentro de seu próprio corpo inerte, sem nem ao menos ter a possibilidade de comunicar-se pela fala. Deve ser a coisa mais desesperadora! Uma vez falando com uma amiga sobre o medo da morte, ela me disse que morria de medo de que ao morrer só o corpo falecesse permanecendo a mente viva, disse-me ela: "Imagina se fico eu lá dentro de mim enterrada, mas pensando, tentando gritar e não conseguindo?

Nosso corpo é realmente uma incógnita. Realmente não podemos ter mais certeza de nada, nem mais que um corpo saudável não é suscetível a doenças de corpos velhos ou doentes. Hoje sabemos que todos nós estamos sujeitos a algum tipo de enfermidade, até mesmo a de um belo dia acorda sem poder nem ao menos expressar-se. Na época de faculdade tive uma colega que um dia acordou e não conseguia mais caminhar, foi tentar levantar da cama e suas pernas simplesmente não conseguiram mais sustentá-la como recém tinham feito na noite anterior. Graças a Deus, a história dessa minha colega teve um final feliz e após um bom tempo em tratamento ela retomou a sua vida normal, caminhando sem sequelas! Assim, espero de coração que o caso dessa jovem inglesa tenha um final feliz, e, assim como o corpo é capaz de adoecer extremamente de uma hora para outra, ele também possa se regenerar da mesma forma.

Portanto, devemos, mesmo nós jovens que muitas vezes pernsamos ser intocáveis por estás doenças, aproveitar bem cada momento, não se deixar perder tempo com besteiras e bobagens dano mais valor as coisas simples e realemente importantes da vida; pois, o stress adoece também, aliás, é um dois maiores causadores de doenças como A.V.C, depressão, infarto, entre outras desse gênero.

Como já dizia a antiguidade "CARPE DIEM"!

Um ótimo fim de semana!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Lembranças de outros verões: àqueles três banquinhos!


Como disse no post abaixo, àquele veraneio de 1996 me rendeu inúmeras histórias. Além de aprender a dividir uma única cama com mais duas amigas, ainda tive a hilária oportunidade de dividir com essas amigas a primeira "ficada".

Não interessa todo enredo, ou até mesmo o soneto, de como tudo aconteceu, pois o mais interessante nesta história é o momento de....dar o primeiro beijo! Por óbvio que não foi bemmm o primeiro beijo, pois este aconteceu antes mesmo da primeira "ficada" em uma brincadeira de verdade ou conseqüência; talvez eu seja muito afobada e, como em muitas coisas da minha vida, antecipo alguns acontecimentos antes do principal. Portanto, quando da minha primeira "ficada" não era, na gíria dos adolescentes, BV (boca virgem). Entretanto, entrego-me, que de nada valeu naquela hora não ser mais BV, pois o nervosismo faz com que esqueçamos tudo que uma vez aprendemos.

Lembro-me perfeitamente do cenário. Estávamos sentadas ,com os "queridos", em três banquinhos um do lado do outro. Claro que não eram grudados, mas mantinham uma boa distância para ter privacidade e ao mesmo tempo trocar uns olhares de pânico com a vizinha do lado..hehehe! A minha amiga anfitriã, como na história da cama, sentou-se no banco do meio, enquanto eu fiquei no banco de uma ponta e a minha outra amiga no da outra (acho que gostamos daquela formação,heheh, talvez até andássemos assim).

Pois bem, àqueles três banquinhos foram o cenário de todo o meu pânico da, digamos assim, primeira "ficada". Eu suava frio, não sei quantas vezes fiz que ia e não fui deixando o menino que estava comigo quase que com uma distensão no pescoço. Para piorar, a minha amiga da outra ponta era totalmente destemida e, por isso, nem hesitou tascando-lhe um beijão no menino que estava com ela e colocando em mim e na minha outra amiga (a anfitriã) uma tremenda pressão de "vamos logo com isso".

Incontadas vezes fingi dar uma abraço no menino para na verdade buscar um certa ajuda moral com a minha amiga que, como eu, ainda não tinha beijado. Nos olhávamos pedindo uma para outra que nos tirasse daquela situação constrangedora ou que nos desse logo coragem de finalmente beijar o menino que estava ao nosso lado. Às vezes nos olhávamos e caíamos na gargalhada deixando os garotos sem entender nada - olha, hoje, pensando nessa história eu se fosse aqueles garotos tinha ido embora deixando aquelas meninas loucas e medrosas para trás.

Todavia, quando tudo parecia que não podia piorar, não é que a minha amiga do meio resolveu criar coragem e beijar! Só restando eu e o meu garoto no silêncio interrompido por alguns estalos de beijos. Eu já não conseguia nem mais encará-lo e as vezes lançava no ar alguns assuntos do tipo "como está quente esta noite" ou " fostes na praia hoje à tarde?", só para quebrar o climão do qual eu era a responsável.

Acreditem, mas eu demorei quase que uma hora para beijar aquele santo menino que se mantinha firme e forte ao meu lado. Creio eu que ele deveria ter entrado para o Guinnes Book de 1996 como o garoto que mais resistiu ao lado de uma garota "cagona de beijo". Tadinho!!! Com certeza também era inexperiente e numa dessas ele, assim como eu, também estava morrendo de medo de dar o primeiro passo.

Pois bem, como disse, o primeiro beijo saiu quase que uma hora depois e num momento de "chega, agora vai, foiiii", e longe do banquinho, mais precisamente atrás da churrasqueira. Mas, como não poderia deixar de ser eu tive que voltar lá no banquinho, no lugar onde todo aquele martílio começou, só para deixar também ali registrado que finalmente eu tinha "ficado" pela primeira vez com alguém e juntamente com as minhas amigas literalmente de fé.

Nos dias seguintes sempre quando íamos para praia passávamos por àqueles três banquinhos e lembrávamos de todo aquele dramalhão, principalmente do meu, e riamos muito; virei piada da turma!

Ahhh, falando do menino persistente, santa criatura, a nossa história não rendeu muito, ele tinha a língua áspera, arggggg, e eu logo me interessei por outro que engatou rápido, acho que fiquei meio safadinha, mentira!!!hehehe - até engatei um namorico que subiu a serra com esse outro!

Na verdade foi culpa da língua áspera....argggggggggg!!!

Que saudades daqueles três banquinhos, será que continuam lá?

Tomara!!!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Lembranças de outros verões: uma cama para três amigas!


No verão de 1996 tive a minha primeira experiência de viajar sozinha com mais duas amigas; na verdade, confesso, não foi bemmm sozinha, mas sem a companhia dos meus pais, porém na companhia da mãe de uma dessas minhas amigas.

Desse veraneio tem muitas histórias divertidas, mas uma em especial é muitíssimo engraçada, pelo menos para nós três protagonistas dela.

Bom, a história começa mais ou menos assim: alugamos um apartamento num condomínio chamado Oasis na praia de Atlântida. O apartamento era muito bom, pois ficava perto da praia, o que nos dava vista preferencial do mar, tinha duas sacadas enormes com redes, uma sala bem ampla e dois quartos ótimos; entretanto havia um único problema, nos dois quartos só haviam camas de casais e não tínhamos trazido colchões extras para qualquer eventualidade. Total ratiada! Mas eu só tinha 14 anos e ainda não tinha noção nenhuma de possíveis eventualidades em viagens, pois até aquele momento quem sempre cuidava disso era meus pais.

Na hora ficamos em choque! E agora como vamos nos ajeitar? Duas dá, mas três em uma única cama, será? Todavia, em que pesasse as nossas indagações sobre tamanho, quantidade e peso, não tinha outro jeito, teríamos que nos acomodar nos três de qualquer maneira naquela única cama disponível. Sei que até poderíamos nos dividir e uma de nós dormir no outro quarto com a mãe da minha amiga, mas vamos convir, imagina se uma de nós três iria deixar as outras duas sozinhas perdendo de participar das fofocas e segredos que sempre aparecem na hora de dormir, nenhuma por óbvio!

A primeira atitude foi ver qual a posição que cada uma de nós iria ocupar na bendita cama. Nesta hora, as personalidades meio que ditaram os locais, pois a minha amiga anfitriã, meio monopolista, decidiu que iria ficar no meio, assim, creio eu, poderia participar de todos os assuntos em primeira mão. Eu acabei ficando com a ponta esquerda perto da janela, enquanto a minha outra amiga se alojou na ponta direita por ser mais perto do banheiro e ela ser a que mais o freqüentava à noite.

Nos primeiros dias a confusão noturna imperou. Era braço na cara de uma, pontapé na outra, cabelo preso pelo outro travesseiro; a movimentação era limitadíssima e o sono interrompido inúmeras vezes em uma noite só, tanto que era raro acordarmos cedo. Ahh, uma coisa ruim era isso, pois minha amiga do meio sempre era a última a acordar, então as vezes ficava eu em silêncio acordada numa ponta e a minha outra amiga da outra ponta também, uma achando que era a única ainda acordada!

Porém, como em tudo na vida dá-se um jeito, aos poucos fomos nos acomodando (claro que antes disso, cheguei algumas vezes a cair da cama por falta de espaço para o meu lado). Criamos uma espécie de sincronismo, quando uma virava as outras conseqüentemente também, cada braço e perna foram encontrando seus devidos lugares. Era como um balé, podemos chamar de a "dança sincronizada do sono"...hehehe!!

Sei que no fim do veraneio parecia que apenas duas, como seria o normal, dividiam àquela cama de casal e não três. Acho que instintivamente nossos corpos foram se acostumando com aquela situação e nem mais acordávamos no meio da noite, a não ser para irmos no banheiro ou para nos destapar por causa do calor.

Não tivemos mais discussões do tipo "sai para lá que esse espaço é meu", "ai, tu me chutou" e por aí vai. Aprendemos direitinho a dividir os pequenos espaços com democracia. A única coisa que gerou um certo desconforto e início de discussão foi a presença constante de areia na cama, até hoje nenhuma admitiu que era a transportadora de certa quantidade de areia da praia, esse mistério ainda permanece e eu até hoje juro de pé junto, assim como as demais, que não fui eu!!!

Coitada da minha amiga anfitriã, monopolista, centralista de cama e neurótica por limpeza....hehehe! Sempre sofria com a areia e, por isso, antes de dormir batia inúmeras vezes os lençóis para ver se não restava mais nenhum grão de areia, mas admito que sempre tinha um que conseguia resistir a esta inspeção feroz e acabava sempre a pinicando no meio da noite...heheheh

Dessa experiência aprendi a dividir melhor pequenos espaço com outras pessoas, pode parecer idiota isso, mas quando se está diante de certas situações de aperto não é - que dirá os BBBs!!

A outra coisa legal dessa situação de aperto, foi os momentos de muita risada com as inúmeras situações engraçadas que aconteciam por causa daquela divisão bizarra da cama; também ficamos muito próximas como amigas, pois dividimos muitas histórias, dúvidas naquelas noites, chamávamos de o "momento de reflexão das três apertadas"...heheheh!!!

Até hoje quando lembramos damos boas risadas do nosso aperto!!!

Aiii, deu até saudade daquele aperto!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Lembranças de outros verões: àquela sensação de liberdade!

Quando chega esta época é inevitável, mas me bate uma nostalgia dos meus veraneios de quando criança.

Lembro-me perfeitamente que ir para praia era sinônimo de liberdade, pois na praia - principalmente para quem morava na capital - podíamos ficar na rua até tarde, dar umas esticadas até o centrinho sem a vigilância do pai ou da mãe e percorrer longos caminhos livremente de bicicleta pelas ruas. Era uma delícia àquela sensação de independência.

As brincadeiras de esconder ou de pega-pega se estendiam pela quadra inteira, era criança para todos os lados, o encarregado de procurar ou de pegar os outros sofria.

Tinha sempre o grupo dos mais velhos e dos menores que seguiam incansavelmente os maiores que, por sua vez, fugiam como o "diabo da cruz", mas não tinha jeito, pois os menores eram terríveis, sempre os achavam. Eu por ter uma irmã mais velha do que eu sempre fui do grupo dos menores. Lembro-me que "bolavamos" autos planos para seguí-los, para saber das conversas ou das paqueras que rolavam, adorávamos ser os detetives dos pensamentos e atitudes que rondavam o mundo dos maiores, mesmo eles não sendo tãoooo maiores assim.

Posso dizer que éramos motorizados, pois com nossas bikes pelas ruas o "céu era o limite", pelo menos era o que achávamos naquela época. Alguns até eram motorizados, pois antigamente na praia não havia, como hoje há, uma fiscalização de trânsito, na verdade, não havia nem leis de trânsito rigorosas como as de hoje, então muitos percorriam as ruas em cima de suas mobiletes , outros do grupo dos mais velhos, até pegavam de vez em quando o carro do pai escondido, a técnica era simples: esperavam os pais dormirem, liberavam o freio de mão e empurravam o carro até um local onde o pai ou a mãe não pudessem perceber que aquele barulho de motor era o do próprio carro.

E as reuniões dançantes?! Aiiii, era muito legal!! Sempre tinha uma em alguma garagem de alguma casa da rua. O combinado era o de sempre: meninos refri e meninas doces ou salgados; tinha sempre no fim da festa muito daquele salgadinho chamado "milhopan" esmagado pelo chão da garagem, vivíamos falando que aquilo mais parecia um salgadinho de isopor, mas sempre devorávamos do mesmo jeito. Recordo-me que  uma vez numa dessas reuniões dançantes me encantei por um menino que era meu vizinho. Ele tinha cabelos cor de fogo, a pele bem branca e o corpo bem magro e eu queria o tempo todo dançar com ele, passei a festa inteira atrás dele, até que o coitado com medo daquela menina crespa que o perseguia fugiu da festa e eu fiquei a "ver navios",hehehehe!

Os bailes de carnaval também eram muito legais! Minha mãe sempre nos levava aos bailes infantis, sempre bem fantasiada girava em volta do salão jogando muito confete e serpentina para o alto. Já crescida, quando ainda pré-adolescente, me aventurei com a minha melhor amiga pelos bailes para os maiores, na primeira noite nos fantasiamos de garotas do hip hop (acho que era isso o que mais se assemelhava aquela nossa fantasia), já na segunda noite fomos de torcedoras do grêmio. Minha melhor amiga foi chamada de pit bull por uns garotos, pois não deixava que nenhum garoto chegasse perto de qualquer uma de nós. É que na verdade estávamos com muito medo de todo aquele assédio de meninos, pois aquilo tudo era novidade. Lembro-me que minha mãe ficou uma fúria com a gente, pois tínhamos combinado que só seria uma noite, mas no fim acabamos indo em duas, o que deixou ela "P" da vida comigo, com a minha amiga e, tadinho, com o meu pai, que nos deu cobertura para quebrar o combinado de uma única noite.

Na praia ainda tive muitas outras experiências, pois foi lá que aprendi a andar de bike sem rodinha, a assobiar com os dedos e também foi aonde tentei dar o meu primeiro beijos de língua, que por sua vez não deu certo, pois quando o menino tentou deu literalmente com a língua nos dentes, nos meus dentes, pois estava tão nervosa e apavorada que os fechei....que vexame!!!!hehehehehe

Ahh, não posso esquecer, que meu pai tinha um assobio incomfundível, e quando ele assobiava sabiamos, minha irmã e eu, que estava na hora de nos recolher:

"mana, vamos que o pai tá nos chamando; tchau pessoal até mais"!!!!!

São tantas lembranças boas. Espero que a meninada de hoje também possa no futuro ter alguma dessas lembranças, apesar de hoje o medo da insegurança já rondar de forma feroz o nosso litoral. Quem sabe essas lebranças ainda possam existir dentro daqueles enormes muros que cercam os incontáveis condomínios que hoje se multiplicam por nossas praias. Quem sabe lá esse espírito de liberdade ainda se mantenha. Tomara!!!!

Que saudades dos meus  veraneios, aonde me sentia tão livre!!!!



quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

"Pseudo Celebridades Carnavalescas"

Minha gente o Carnaval está aí e, aproveitando esta data, não tem como não comentar das milhares de "pseudo celebridades Carnavalescas" que nesta época aparecem (ou reaparecem) em frente à TV tentando um minuto, segundo ou até um milésimo de fama. Esta também é a data predileta das "pseudo Celebridades" com denominação de fruta ou algo comestível qualquer (mulher melão, filé, melancia....abacaxi).
Entre uma alegoria e outra, lá estão elas tentado ser as próprias alegorias de Carnaval a atravessar a Sapucaí. Algumas nem chegam a atravessar literalmente o sambódromo, mas fazem de tudo para que sua aparição na multidão que aglomera os camarotes seja tão marcante quanto a escola que está desfilando em plena avenida. É tanta baixaria, ao meu ver, pois certamente deve ter alguém que gosta, pois se não fosse, elas não estariam na mídia rebolando seus "popozões".
Quem ganha com essas aparições são as emissoras sensacionalistas que vivem da critica a programação alheia ou dos escândalos e polêmicas criados por estas "pseudo" alguma coisa (achei que a denominação celebridade, mesmo que entre aspas, era uma "qualificação" demasiada).
Eu fico me perguntando o quê leva este tipo de pessoa a tentar chamar a atenção por estas aparições fugazes?! Não dá para crer que alguém em sã consciência ache que é legal ou interessante para a sua imagem ter este estilo "pseudo" de ser algo ou alguém.
Assim como tem àquela máxima de que alguns homens pensam mais com a cabeça de seu membro inferior do que com sua real cabeça, que eu chego a conclusão que essas "pseudo" pensam mais com seus "popozões" altamente rebolativos do que com seus cérebros ( quem sabe atrofiados por falta de uso intelectual).
Como se diz por aí: em época de Carnaval vale tudo.... Será?? Acho que não, pois assim as coisas vão fugir mais ainda do controle, e uma época de descontração pode vir a ser uma época de confusões e escândalos sem fundamento, ou pelo simples e fútil fato de aparecer por aparecer na mídia, naquela imprensa marrom que vive das "pseudo" coisas da vida, criadas por estas "pseudo" pessoas sem fundamento e noção (principalmente a noção, como diria meu pai: falta do "disconfiometro" ligado).
Por isso, minha gente, é que devemos aproveitar os fatos interessantes do Carnaval, assim como as reportagens com algum conteúdo. A beleza está nos desfiles das escolas, nos seus enredos e alegorias e não nos milhares de "pseudo" bundas, peitos, coxas que insistem em preencher os espaços da tela da TV.
Neste momento, pensando "nelas" chego a ficar até com pena, pois penso que o fim do Carnaval para muitas seja até como a própria morte!! É triste esperar o ano todo por um único momento de realização no ano ou até mesmo na vida. Ainda mais triste, é pensar no que se resume esta realização.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Sejamos invejosos do bem!

Quem diz que não tem inveja, desculpe-me, mas está mentindo e com a maior cara de pau! Inveja faz parte de nós. Não adianta, mas infelizmente ela está dentro da gente e quando sentimos desejo naquilo que o outro tem lá está ela se manifestando dentro de nosso íntimo. Às vezes causa tristeza e frustração e em outras vezes apenas vontade de correr atrás para também ter aquilo.
Não acho que seja um sentimento abominável, nem que não deva existir. Muitas vezes faz bem tê-la, pois desperta a vontade de correr atrás, lutar, crescer na vida, de se mexer! O quê é ruim é quando ela desperta o lado ruim nas pessoas, quando torna uma pessoa capaz de ferir outra. Na verdade, acho que existem dois tipos de inveja, como dizem: a boa e a ruim.
Como já mencionei, a inveja boa é aquela que te dá vontade de correr atrás, de se mexer para alcançar aquilo que o outro tem e você também queria ter ou ser. Creio que a inveja boa seja apenas uma manifestação mais forte daquilo que chamamos de admiração. Quando admiramos uma pessoa de tal forma que colecionamos vários materiais de sua vida, temos curiosidade de saber tudo sobre ela, a achamos linda e maravilhosa, creio que isso é inveja da boa. Agora, quando se manifesta na vontade de ver a outra pessoa também sem aquilo que queremos, então, meu Deus, estamos tendo uma manifestação da inveja ruim.
A inveja ruim nos transforma em verdadeiras “máquinas de destruição da felicidade alheia”. Aqui a admiração dá lugar ao ciúme. Ela se manifesta em atitudes imprimidas na pessoa que invejamos; aqui o dilema é: se eu não tenho, então o outro também não pode ter. A felicidade do outro incomoda, sentimo-nos frustrados por não a ter, nos achamos inferiores, e ao invés de correr atrás para conseguir também, não, preferimos é destruir a felicidade que nos incomoda no outro. É muito triste. O grande perigo aqui é que é muito mais fácil destruir do que correr atrás, pois ir atrás exige força de vontade e coragem para dar a cara a tapa. Às vezes não é apenas a felicidade que nós invejamos, mas esta coragem do outro de dar a cara para bater.
Também ninguém pode dizer que nunca sentiu este tipo ruim de inveja, pois novamente estaria mentindo de maneira deslavada. Todos nós infelizmente a sentimos, o que muitos fazem é inverte-la e, assim, tornam ela boa.
Eu já senti, confesso aqui e agora, muito dessa inveja ruim, mas descobri que ela não só machuca o outro, mas a nós mesmo de maneira muito pior. Não lutar contra essa espécie de inveja é nos afundar num mar de sentimentos ruins, é tornamos pessoas ruins de caráter.
Assim, a inveja ruim não destroi só a felicidade alheia, mas a nossa própria felicidade.
Deixar que ela se estabeleça dentro de nós de forma ruim é jogar-se de cabeça ao fundo do poço!
Sejamos invejosos, mas invejosos do bem!!!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Quando o recalque emburrece!

Fico pensando que a inteligência é uma das melhores virtudes dos seres humanos, porém que é facilmente afetada e paralisada quando não equilibrada com uma autoestima forte. Vejam só vocês o caso dessa moça Elenita, participante do BBB10, uma doutora em lingüística, professora da UNB, uma das melhores e mais tradicionais universidades federais do Brasil; pessoa com um currículo de dar inveja e que é espelho de sua capacidade intelectual. Daí já parte a sua grande vantagem com relação aos demais integrantes pois, como não poderia deixar de ser, é a única que compreende perfeitamente o que o Bial diz nas entrelinhas de seus discursos direcionado aos "brothers".
Exemplo claro disso? Nesta última terça -feira, quando foi eliminada graças a Deus aquela Tessália, Elenita foi a única que compreendeu que Bial, de uma forma educada e inteligente, disse que Tessi (apelido dado no programa) tinha saído com índice de rejeição altíssimo e que a maior fonte de antipatia era justamente o local de onde esta menina tinha surgido como o fenômeno da mídia, a Internet. Enquanto os demais "Brothers seguiam caminhos diversos e absurdos sobre o discurso de eliminação que acabaram de ouvir, Elenita simplesmente de forma clara e precisa traduzia resumidamente a realidade das palavras ditas por Bial para Michel que, por sua vez, era puro melodrama pela perda da amada, Affff!!!
Entretanto, Elenita perde todo seu poder de vantagem dos demais quando deixa com freqüência que suas inseguranças físicas e emocionais acabem conduzindo a maioria de suas ações dentro do jogo. A doutora em lingüística some em frente à Elenita recalcada, à Elenita que tenta passar que se ama, mas que na verdade se odeia, à Elenita que não assume, mas queria ser de outro jeito, à Elenita que acha que todos a criticam e julgam por sua gordura, à Elenita que interpreta qualquer elogio de seu físico como uma ironia daquele que a elogia . Todo o seu poder se esvai e Elenita torna-se peça fraca no jogo quando é só recalque.
As atitudes agressivas e aquela necessidade de retrucar tudo é apenas uma armadura de Elenita. Sua frase "eu sou assim e não vou mudar, "f" o resto" é seu grito da guerra que declarou a sí mesma, em que pese ela jurar que é em razão da futilidade alheia. Aliás, Elenita é fútil também, pois ela mesma dá excessivo valor a beleza que condena; existem duas Elenitas em conflito, aquela que é doutora contra aquela que é só recalque e, essa última, infelizmente, parece-me estar ganhando.
O recalque de Elenita a emburrece e, inevitavelmente, a lança diretamente em direção a eliminação precoce daquela participante que tinha a "faca e o queijo na mão" para ler a vitória.
Não diz a lenda que Sansão perdeu a força quando teve seu cabelo cortado? Então! Elenita perdeu a força quando teve sua inteligência paralisada pelo recalque; Sanção ficou fraco, Elenita emburreceu e ambos perderam suas vitórias, é o fim!